quarta-feira, 28 de agosto de 2013

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Olá, 

 Bem depois de muito tempo (e eu me envergonho do tempo que estive fora) decidi voltar e colocar ordem na casa, ou seja, no blog. Em parte uma das razões de eu ter parado de atualizar foi a minha incapacidade de mexer nele mas agora estou de volta e já estou organizando a "Um Crepúsculo Totalmente Diferente" e espero que eu breve poste outras das minhas fics aqui, sei que estou devendo muito. 

 Beijinhos e desculpa por tudo,
 Vypra

UCTD

U -> Um
C -> Crepúsculo
T -> Totalmente
D -> Diferente 

Sinopse: Bella é uma mestiça filha de Aro Volturi e "adotada" por Charlie Swan e sua ex-mulher que vai morar com o pai adotivo. Daí vocês sabem que ela vai encontrar em Forks não?




Capitulo 1: A chegada

 Eu estava indo pra Forks, uma cidade onde chove e faz frio 360 dias do ano. Irônico, já que eu amo sol, coisa que desagrada meus protetores. Por que, afinal de contas eles brilham quando a luz solar encosta neles.

  Vou sentir saudades de Pheonix, onde moro com minha mãe e meu novo padrasto mais agora estou à caminho da “Rain City” como a chamo o que agradou muito meus seguranças e os meus “Pais”. Sou filha de uma professora de jardim de infância chamada Renée e do xerife de Forks que se chama Charlie Swan. Na verdade sou adotada. Pelo que meus Pais vampiros dizem sou uma Dhamphir. Meus pais vampiros se chamam Aro e Sulpicia Volturi.

  Você deve estar se perguntando “Como posso ser um Dhamphir?” e “Quem são Aro e Sulpicia Volturi?”. Bem eu lhe digo quem são. Aro é só o Rei de todos os vampiros do mundo e Sulpicia é sua companheira, ou seja, sua esposa, ou seja, a Rainha dos vampiros. Mais alem deles há os meus tios que governam também como um triunvirato só que as esposas também fazem parte das decisões. Um Dhamphir é o filho de um vampiro com uma humana.

  Meus atuais seguranças são Erin e Josef que são membros da guarda Volturi. Eles cuidam de mim desde sempre e viram logo que eu era diferente mas, se eles comparasse com os outros Dhamphir conhecidos eu me mostraria mais fraca já que minha parte humana é mais forte que a vampira. Graças a isso sou meio que tratada como humana e fui entregue a um casal humano que me deixasse protegida embora que Aro tenha feito umas coisas para que constasse na minha certidão de nascimento que sou parente dele, assim eu além de ter dupla nacionalidade, ele teria direito a pedir que me deixassem visitá-lo nas férias.

  Logicamente que nenhum humano – fora euzinha é claro – deveria saber disso, mais tio Marcus, com seu dom de sentir as ligações emocionais, viu que meus pais humanos me amavam demais e que seria muita crueldade comigo e com eles nos separar por causa do grande segredo. Então decidiram que meus pais saberiam de parte da história. E desde aquele dia Erin e Josef foram encarregados de me protegerem a vida e me ensinarem línguas estrangeiras (alem do inglês sei francês, espanhol, italiano e latim), dança (sou um desastre ambulante), desenho (sou +/-), pintura (mais pra – que pra +), tocar instrumentos musicais (piano, violino e harpa) e a cantar (amo mais morro de vergonha).

  - Preocupada Bella? – Erin perguntou preocupada afinal ela não era encarregada de cuidar só do meu bem estar físico mais o mental também e isso inclui acabar com as minhas preocupações e tirar minha duvidas.

  - Não, só pensando na minha vida.

  - Tem certeza que é só nisso mesmo, princesa? – Josef. Ele e Erin são os únicos da guarda que me chamam de princesa sem ser por obrigação. Sinto que eles me amam e os amo profundamente como meus irmãos ou pais de consideração.

  - Não Jô. Tem também a reação do Charlie com relação a mim, com relação a vocês...

  - Não se preocupe conosco Bellita, Charlie Swan te ama profundamente e não se importa se você não é filha dele e de Renée ou com você sendo uma meio-vampira. Pra ele você é simplesmente e puramente a Bells, a garotinha dele.

  - Josef está certo Bella. Para seu pai humano só importa que você o ame e o considere seu primeiro pai.

  - Se é o que vocês dizem, então está bem. – Disse reclinando minha poltrona.

 Estávamos indo no meu  avião particular, presente de tio Caius quando fiz 15 anos, de Pheonix até o pequeno aeroporto de Port Angeles com escala pra reabastecer em Seattle, o que seria 5 horas de avião. Em Port Angeles, Charlie me encontraria e me levaria de carro até em casa com sua viatura policia, o que levaria 1 hora. Ele sabia da existência de meus seguranças mais só os tinha visto uma única vez quando me perdi andando na floresta perto da casa já que Josef que me encontrou e me levou pra casa. Como eu tinha me ferido e Erin é TOTALMENTE imune ao cheiro de sangue humano, ela cuidou de meus ferimentos.

  Quando cheguei meu Pai estava me esperando na radio patrulha. Ele me abraçou desajeitado me guiando para o carro quando viu Erin e Josef, com minhas malas, logo atrás de mim.

  - O-olá vocês dois. Não pensei que viriam. – Charlie disse nervoso para eles.

  - Viemos hoje somente trazer a Bella. – Jô.

  - Amanhã iremos na casa de vocês pra ajudá-la a organizar as coisas. Ainda mora no mesmo lugar Sr. Swan? – Erin.

 - Sim senhorita.

  - Por favor me chame de Erin. Cuidamos tanto da segurança de sua filha que não devia nos tratar com tanta formalidade.

  - Claro, como quiser Erin. E como devo chamá-lo?

  - Josef, chefe Swan. Ou somente Jô, que é como a Bella ma chama.

  - Vocês vão pra Forks? - Não, vamos ficar aqui mesmo em Port Angeles. Assim será mais fácil pra todos. – Meu pai já ia perguntar quando o cortei.

   - Pai, vamos? To cansada de esperar o desenrolar da múmia. – Em uma das féria que passei em Volterra, conheci alguns vampiros egípcios que me ensinaram essa expressão. Ela quer disser “o tempo passar pra ver a múmia voltar à vida” (n/a: eu que inventei). E lá fomos nós para a pequena casinha dele. E bota pequena nisso...

  Mesmo com 2 andares era bem pequena. O pior de tudo? Somente um banheiro com boxe, ou seja, dividir o banheiro com um homem que quase não conheço. Não tenho problemas com espaço, desde que tenha o meu próprio sem que ninguém interfira. Em Pheonix tinha meu quarto que era maior que esse daqui e os outros cômodos também eram maiores, já em Volterra... Meu quarto parecia uma casa própria. Lá meu quarto tem um MEGA banheiro com tudo que uma garota vá precisar, o closed parece mais um shopping pelo tamanho e quantidade de roupas, sapatos e acessórios de marca que Heidi compra pra mim e até tinha uma mini cozinha com frigobar, microondas e despensa abarrotada de batatinhas, chocolates, biscoitos, pipoca e outras besteiras mais alem de bebidas não alcoólicas variadas exceto vinho e o que eu precisasse para o café da manhã.

  Quem me ouve deve pensar que sou uma daquelas malucas que vive em lojas caras de marca que amam gastar o dinheiro do pai e só usam seda. Mais o que gosto mesmo é de usar um bom e confortável conjunto de moletom o que deixaria Heidi, Renata, Chelsea, minha mãe e minha tia loucas se pudessem. Uma das melhores coisas de me mudar pra cá ao invés de Volterra como estava planejado é não ver a cara de quem comeu merda da Jane. Oh, vampirinha chata e que me odeia... Aposto que se não fosse pela minha posição de princesa filha do querido chefinho dela, a pequeno polegar, oxigenada e sádica já teria me matado só porque o dom dela não funciona comigo.

  Bem, depois que chegamos Charlie pediu uma pizza e eu levei as minhas malas pro meu quarto, tirei uma roupa confortável (graças ao clima não preciso usar seda uhul) e fui tomar um banho. Não desfiz as malas por que: 1 ainda não sei onde guardar tudo. 2 estou cansada da viajem. 3 Erin vai me ajudar amanhã. Então estou de folga hoje. Desci quando a pizza chegou e enquanto comíamos Charlie ficou em silencio mais ao terminar tentou saber o porque de Erin e Josef estarem aqui.

  - Eles são meus seguranças pai, só estão fazendo o trabalho deles.

  - Não acho que aqui você vá precisar de seguranças.

  - Eu sei, e não vai ser como se eles estivessem colados em mim. Eles vão morar em Port Angeles, não vão estudar comigo e nem me levar aos lugares. Só vão aparecer de vez enquanto pra ver se está tudo bem. Aqueles dois são como irmãos pra mim pai, será que você pode os tratar bem?

  - Se você gosta tato deles eu posso fazer uma forcinha. É que...

  - É que? – disse lavando os pratos.

  - É que eles sabem mais de você do que eu que sou seu pai e não acho isso justo.

  - Reclame com a minha mãe Renée, eles só me seguem aonde eu for.

  - Certo. Você não vai à escola amanhã?

  - Não pretendia, porquê?

  - É que eu tinha dito quando te matriculei que você teria seu primeiro dia amanhã.

  Travei, não estava nem um pouco afim de começar a escola. Já estávamos no meio do ano letivo e eu seria a garota nova da cidade grande e ensolarada, filha do xerife cuja esposa o deixou (não preciso dizer que ninguém fora Charlie e Renne sabem que sou adotada né?). Não seria uma boa coisa ser o centro das atenções. E nem teria a Erin e o Jô pra me esconder atrás deles, o que seria sensato já que aqui eles podem sair na rua sem brilharem. Porque mesmo a tola aqui pediu pra ter uma vida normal?

  - Se eu for amanhã terei que avisar a Erin, já que ela espera me encontrar aqui amanhã. Mais se o faz feliz, irei amanhã.

  - Obrigada Bells.

  - Não a de que.

  Depois disso terminei de lavar a lousa e liguei avisando a Erin. Ela disse que tudo bem e quando eu voltasse pra casa minhas coisas já estariam todas arrumadas e o meu banho pronto. Tive que rir e falei que não havia banheira e nem jacuzzi aqui e ela bufou de brincadeira dizendo que nem aqui eu tinha tratamento de princesa, fazendo referencia a casa de Renée. Mais depois me deu boa sorte pra amanhã e disse que ela e nem Josef interfeririam.

  Quando desliguei fui direto ver uma roupa pra ir pro colégio. Como aqui chove em excesso uma blusa de mangas compridas coladas nos braços de algodão e uma calça jeans escura skin com uma bota de cano longo sem saltos (meu péssimo equilíbrio não me permite usar saltos, muito menos onde posso escorregar facilmente) e um casaco que parece traje de bio segurança. Para completar um par de argolas pequenas, uma pulseira de prata e uma correntinha de São Marcos, o santo padroeiro de Volterra (Titio Marcus. MAS se alguém perguntar vou dizer que ganhei em uma igreja de lá quando era pequena e minha mãe me levou lá no dia desse santo.) (N/A: não sei se São Marcos seria o padroeiro da cidade mais como a cidade pára para o festejo no dia dele no Lua Nova achei que poderia ser nessa história).

  Ao deitar para dormir ouço uma buzina na rua e meu pai me chama para descer se desculpando ao ver que estava me atrapalhando a dormir. Pra variar, estava chovendo cântaros e cântaros de água (N/A: Cântaro é tipo um vaso de barro que até hoje tem gente que guarda água ou vinho neles. Eram muito usados na Grécia e Roma antiga e os Volturi tem mais de 3 mil anos só no poder então sendo filha de Aro ela saberia expressões antigas).

  - Pai, o que está havendo?

  - Meu presente de boas vindas pra você chegou. Venha dar uma olhada na garagem coberta mais acho melhor por um casaco. – Ele disse me olhando de hobby.

  Pus um casaco leve e um short por cima da camisola e fui pra garagem onde ouvi mais duas vozes alem da de meu pai. Quando entrei vi um homem numa cadeira de rodas e um garoto que aparentava ter uns 15 anos conversando e ao me verem me cumprimentaram.

  - Bella, não sei se você se lembra mais esse é Billy Black, um velho amigo de infância e seu filho Jacob. Eles são da reserva Quileute.

  - Prazer em vê-los.

  - O prazer é nosso Bella. Finalmente você chegou, o Charlie não parava de falar na sua vinda. Acho que ele falou pra cidade toda além de La Push. – Billy me disse sorrindo e fiquei corada. Meu Deus, sou o assunto da cidade e ainda por cima dos arredores...

  - Obrigada pelo aviso.

  - Pai, você deixou ela envergonhada. – O garoto o repreendeu.

  - Só disse a verdade ora.

  - Sou Jacob mais pode me chamar de Jake. – O índio me estendeu a mão.

  - Isabella mais prefiro Bella. – Disse apertando a mão dele. Sinto que ele é uma ótima pessoa.

  - E então, o que você achou? – Charlie me perguntou.

  - De que? - Disso. – Ele falou apontando para uma picape Chevy 53 vermelha desbotada. (Não sei nada de carros mais quando vou a Volterra fico tanto tempo com Afton e Santiago que a gente acaba aprendendo alguma coisa.) Achei melhor não dizer que em Volterra tenho um Mercedes 2008 (N/a: Pensem no Mercedes Guardian) afinal, presente é presente e picape dada não se olha os dentes, nem o motor.

  - Uma picape Chevy? De 53? – Jacob concordou a cada pergunta. – Incrível! É uma raridade achar uma dessas hoje em dia.

  - Principalmente em bom estado. – Jacob completou.

  - Velocidade? - Aconselho a não tentar passar dos 80km/h. Nessa velocidade o motor já vai protestar. Dei uma reformada no motor dele e as únicas coisas que você tem que fazer fora do normal é passar a embreagem 2 vezes e suportar o barulho do motor, fora isso está perfeita. O aquecedor e o rádio também estão funcionando.

  - Por mim essa velocidade está ótima, não sou apresada e não sou muito coordenada então quanto mais devagar melhor, principalmente na chuva. Quer carona pra escola amanhã?

  - A minha escola é na reserva.

  - Ah, tudo bem.

  - Nervosa pra amanhã?

  - Morrendo de medo pra falar a verdade.

  - Depois você vai ver que esse medo foi bobagem. Todo mundo tem que passar pelo primeiro dia para ter os próximos.

  - Tem razão, mais mesmo assim seria bom já conhecer alguém lá... Depois disso conversamos mais um pouco até eu ficar com sono e eles foram embora e eu fui dormir.

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Capitulo 2: Escola

  Acordei cedo e vi um bilhete de Erin e Josef na minha janela. Ele dizia +/- assim:

 "Querida Bellinha,
 Boa sorte no seu primeiro dia e aula aqui.
 Esperamos que goste daqui embora saibamos que o clima deixa à desejar pra você.
A amamos muito e vamos respeitar a sua decisão de ser uma garota “+/-” normal, por isso não vamos segui-la e protege-la o tempo todo.
Beijos, Erin e Josef."

  Eu já disse o quanto os adoro? Não? Pois eu os amo e olha que eu não sou de demonstrar meus sentimentos. Eles são meus melhores amigos sempre, os considero meus irmãos mais velhos, meus pais de consideração. Eles foram meus professores e guardiões. E para desgosto de Charlie, são as pessoas que mais me conhecem nesse mundo.

  Bem, depois desse momento manteiga derretida, fui tomar um banho e me vestir. Afinal de contas era o meu primeiro dia de aula e todos sempre dizem que é a primeira impressão que conta não é mesmo? Pra mim não. Bom, na cozinha encontrei meu pai, que também me desejou boa sorte enquanto terminava de tomar o café e eu comia uma barra de granola. Eu estava tão nervosa que não sabia se aguentaria comer mais alguma coisa sem botar pra fora.

  Depois disso fui pro colégio que se não fosse pela placa na estrada não saberia que havia chegado. Era um amontoado de prédinhos cor de tijolo que pareciam bem antigos. Parei numa vaga na frente do prédio com uma placa que dizia SECRETARIA e entrei. Havia tanta planta e tanto verde (como se o lado de fora já não tivesse o bastante) que fiquei até um pouco nauseada, ou então foi por que tudo parecia mais real já que eu estava na escola para o meu primeiro dia (ainda tinha esperanças de que fosse apenas um pesadelo). Então, uma ruiva de suéter apareceu detrás do balcão, me fazendo me sentir super bem vestida, me perguntou o nome e me entregou uma pilha de papéis que ela me explicou sendo o mapa da escola, os meus horários e uma caderneta que eu deveria entregar para os professores assinarem e trazer de volta no final do dia. Depois disso ela me desejou boa sorte e eu sai dali.

  Sinceramente não sei porque me desejam boa sorte se normalmente a boa sorte foge à galope de mim quando se trata de interagir com pessoas da minha idade e até um pouco mais velhas. Desde criança era assim, coisa que Aro sempre achou fascinante para não disser aliviado, pois pulou a fase de pai de criança birrenta, barulhenta e mimada.

  Bem, entrei na escola e como esperava já era o centro das atenções. Naquela hora estava me sentindo não com um conjunto básico (básico pra Heidi só pode, cadê a boa e velha calça jeans com blusa de flanela?) de sair mais como se tivesse uma cauda de pavão brilhando em neon e que estivesse escrito na minha testa “Olhem pra mim que sou uma aberração!”. Ridículo. Não é mais falta de educação encarar as pessoas não? Inferno! Por que nas horas em que queremos ficar sozinhos sempre tem gente que vem nos fazer perder a paciência que estamos naquele momento? Pois é, quando queria ser deixada sozinha para descobrir o caminho para as minhas aulas veio um garoto oriental que tinha cara de nerd de clube de xadrez.

  - Você é Isabella Swan certo?

  - Bella, por favor. E quem é você? - Respondi caminhando e ele seguiu ao meu lado.

  - Ah, sou Erick. Os olhos e ouvidos desse colégio. Se precisar de algo é só me pedir baby. Então, do que você gosta, quais seus hobbys, o que não gosta de fazer?

  - Acho que não entendi, aonde você quer chegar?

  - Eu sou do jornal da escola e vamos fazer uma matéria sobre você, afinal você é A notícia, a garota mais esperada para chegar em Forks.

  - Por favor, nada de matéria estou implorando. - Mandou bem Bella, primeiro dia de aula e já implora para alguem não te ferra a pondo como matéria principal.

  - Calma gata, se você quer assim não terá matéria.

  - Obrigada.

  - Qual a sua primeira aula?

  - Literatura no prédio 3.

  - Eu vou pro prédio 4, te levo até lá.

  - Obrigada. - E lá fomos nós para o prédio da minha aula.

  Chegando lá dei graças aos céus pela aula não ter começado ainda e ter uma cadeira vazia no fundo onde me sentei pra não ser observada como animal em zoológico, o que aparentemente não funcionou. Quando o professor chegou fui até ele e lhe entreguei a caderneta que ele assinou e entregou-me juntamente com meu material. Ao examinar vi que não estava atrasada em relação à matéria e sim adiantada. Então fiquei meio que lendo e desenhando durante a aula. Ao tocar o sinal um garoto loirinho de olhos azuis que estranhamente me lembrou um labrador veio falar comigo.

  - Você é Isabella Swan?

  - Bella, por favor. - Todo que estava à pelo menos 3 cadeiras na minha frente pararam de fazer o que estavam fazendo e olharam para nós.

  - Então Bella, qual a sua próxima aula?

  - Educação cívica com o Jefferson no prédio 6.

  - Eu te levo até lá.

  - Ah, obrigada. - Disse sem graça. - Você também tem essa aula agora?

  - Não, minha aula é no lado oposto do campus mais você pode se perder e como tenho crédito com o professor ele não vai se importar de eu ajudar a aluna nova. - Ele respondeu e depois começou à puxar conversa.

  - Você é do Arizona não é? - Concordei. - As pessoas de lá não deviam se bronzeadas?

  - Deve ser por isso que me expulsaram de lá... - Ele riu.

  - Você é engraçada. - Meu São Marcos... Ele riu mesmo dessa piada ridícula? Em que mundo eu vim para que não sabem o que é sarcasmo?

  - Na verdade minha mãe é meio albina e acho que puxei isso dela. - Disse quando chegamos e nos despedimos.

  Até a hora do almoço foi quase tudo pouco constrangedor, só o professor de calculo que me fez me apresentar na frente da classe. Lá conheci uma garota muito tagarela que me convidou para almoçar com ela e os amigos dela (COM e não OS amigos dela, posso ser meio-humana mais ainda preciso de um pouco de sangue de vez enquanto). Estávamos comendo (sim, eu como comida humana, mesmo não gostando muito) quando cinco pessoas entraram no refeitório.

  Duas garotas e três garotos extremamente lindos e pálidos e... Lindo e pálidos? Droga, dispensei meus seguranças e dou de cara com cinco vampiros. Como eu disse, a boa sorte foge de mim à galope.

  Das garotas uma era loira escultural daquelas que você só pensa que existe nas capas de revistas de trajes de banho e a morena baixinha tinha o cabelo curto todo espetadinho pra todos os lado e parecia uma fadinha. Os garotos eram muito diferentes uns dos outros as similaridades era as características da espécie, os olhos negros e as olheiras como se tivessem se recuperando de um nariz quebrado que eram resultado da fome. Tinha o grandão que parecia feliz da vida, moreno, musculoso como um heterofilista, com os cabelos curtos com cachinhos. Um loiro com cara de dor, acredito que de fome já que na hora do almoço ele não poderia lanchar um dos colegas humanos sem expor a espécie, também bonito com cabelos de miojo e também com músculos definidos mais não tanto quanto o moreno. E por fim o mais lindo na minha opinião, um garoto com cabelos cor de bronze que parece que nunca viu um pente na vida mais que dava um charme todo especial a ele, não tão musculoso quanto o grandão e o loiro mais também não era fraquinho, com traços retos e angulares marcante.

  Cutuquei minha colega ao lado que se chama Jéssica para saber sobre eles já que não era comum vampiros interagirem com humanos a não ser na hora do jantar ou comigo.

  - Jéssica, quem são eles?

  - Ah, são os Cullen e os Halle. Os filhos adotivos do Doutor e da senhora Cullen. A loira é Rosalie Halle e ela namora o cara grande que se chama Emmett Cullen. A baixinha é a Alice Cullen, é uma garota bem estranha, ela namora Jasper Halle, o loiro com cara de dor. A Rosalie e o Emmett são uma coisa, nem sei se isso é permitido por lei.

  - Mais eles não são irmãos Jess.

  - Eu sei Ângela, mais mesmo assim moram juntos.

  - Voltando pra Bella entender. - Ângela disse. - Os Halle são mesmo irmãos, gêmeos ainda por cima. Acho que eles são sobrinhos da senhora Cullen ou algo assim. Já os outros foram adotados pelo doutor e pela senhora Cullen. Eles se mudaram do Alasca à 2 anos. O doutor é meio que pai adotivo casamenteiro ou sei lá o que.

  - E ele, quem é? - Disse e elas nem precisaram olhar pra saber de quem eu estava falando.

  - Ele é Edward Cullen. - Jéssica disse e eu olhei para ele. - Não perca seu tempo com ele. Ele não namora.

  - Nem cheguei a pensar nisso. - Será que se eu disser pra ele que sou a princesa da raça dele e uma damphir ele pelo menos me abraça? Não vou dizer nada a não ser que seja necessário. Também não vou falar dos Cullen para a Erin. Se eles estão aqui à dois anos significa que não tem MUITO perigo. O sinal tocou me despertando de meus devaneios.

  - Qual a sua próxima aula Bella?

  - Biologia Ângela. E a sua?

  - Biologia também junto com o Mike. Vamos? - Mike é o garoto com cara de filhote de labrador.

  - Claro.

  - Pena que eu já tenho parceiro. - Ela disse e depois não puxou mais assunto. O que era bom pois não precisaria tentar manter uma conversa.

  Chegando lá vejo que o único lugar vago é do lado de Edward Cullen e é pra onde o professor me manda sentar. Fiquei o observando e ele ficou com uma cara de quem estava sentindo um cheiro podre, cheirei imperceptivelmente (pra um humano) me cabelo e ele cheirava à morango, o cheiro do meu shampoo favorito. Ai me lembrei, ele estava com fome e como o pessoal de Volterra diz eu tenho um cheiro muito “intrigante” já que ao mesmo tempo que os deixava sedentos os deixava confortáveis. Via a mão dele apertando o tampo da mesa, acho que tentando se controlar para não secar o precioso líquido que corre nas minas veias.
 Felizmente o tempo passou rápido e quando o sinal tocou ele já estava no meio do caminho entre a nossa mesa e a porta. Mike veio depois me perguntar qual a minha próxima aula e disse com desgosto que era educação física e ele disse que a dele também então fomos juntos pro meu inferno pessoal que pra minha alegria o professor me mandou somente assistir por hoje.

  Quando fui entregar a caderneta na secretaria com quem dou de cara? Um brinde pra quem disser Edward Cullen. Pelo que peguei da conversa dele com a senhora Coop, ele tentava se transferir da aula de biologia para qualquer outra. Qualquer uma! Se tiver alguma coisa haver comigo só tem duas explicações: 1ª Ele sabe que sou a filha de Aro (bem, a correntinha de são Marcus meio que é uma boa dica) ou 2ª Eu sou saborosa d+ pra ficar perto dele. Prefiro acreditar na primeira mais ainda assim gostaria que não tivesse nada haver comigo.

  Ao chegar em casa vi o carro de Josef, então eles estavam lá. Ainda bem que fiquei um pouco na chuva pra dissipar o cheiro do Cullen se não eles saberiam que não eram os únicos vampiros da região. Quando perceberam que o barulho monstruoso de carro velho me anunciava, meus mentores vieram à porta para me receber. (que coisa formal! Eca.)

  - Bellita, quem deixou você roubar o ferro-velho e sair com essa coisa?

  - Rá rá Jô. Muito engraçado. Charlie me deu de presente de boas vindas e ainda por cima gostei então não deprecia tá? É um Chevy 53 clássico.

  - Ih, acho que ela passou tempo d+ perto do Santiago.

  - Também acho Erin. Mas seu carro não ia vim de Volterra guria?

  - A gente esconde do Charlie, mesmo que seja antiga e fosse do amigo dele ele teve que economizar bastante para compra-lo pra mim.

  - Claro querida. Mas sua Mercedes chega daqui à dois dias. A que você vai fazer com ele?

  - Vocês podiam construir uma garagem escondida aqui pra quando eu precisar de mais velocidade chegar até ela e pegar o carro. Ou então enquanto vocês estiverem aqui fique com a Erin já que ela está sem carro.

  - Bella, nós não precisamos de carro.

  - Eu sei Erin, mais vai ser pra manter as aparências entendeu?

  - Sim meu amor, você não quer magoar seu pai humano.

  - Sinceramente Erin? Não, não quero magoa-lo. Ele sabe que aqui eu não ficaria tão bem financeiramente quanto na Itália mais ele tenta dar tudo de si. Não só para não faltar nada mais também para recuperar o tempo perdido. Sabe o que olho quando o vejo? Quando olho cada canto dessa casa?

  - Não Bella. O que?

  - Vejo o que provavelmente teria sido minha vida sem ser o que sou. Mesmo com meus pais separados eu teria passado 1 mês todo verão aqui, agora teria esse carro, seria a adolescente estranha da cidade, teria passado fins de semana em La Push com os filhos dos amigos de Charlie, essas coisas.

  - E você acha que seria melhor assim?

  - Eu não sei. Só acho meio estranho sabe. Geralmente quando crianças são adotadas os pais adotivos não falam até a criança ter idade suficiente para compreender. Já eu não tive a bênção da ignorância.

  - O que quer disser com isso Isabella?

  - Josef, tem vezes que eu fico confusa. Meus pais não gostam de mim?

  - Eles te amam! Por que diz isso guria? Teus pais a amam mais do que posso colocar em palavras.

  - Se é assim me responde 2 coisas Jô. Por que então não fui criada em Volterra com Aro sendo meu único pai? E por que tenho que ter esse conhecimento sobre como teria sido a minha vida se eu não fosse uma Dhamphir? Não podiam ter me criado?

  - Bella, o que ouve com você? Como pode fazer essas perguntas? - Erin disse assuntada com o rumo de minhas palavras. Eu mesma estava assustada. O que está acontecendo comigo?

  - Bella, por que isso agora? Você sempre gostou de como era a sua vida. Bem, é verdade que você não gosta de muitos mimos e pompa mais isso é parte da sua personalidade. O que houve com você no colégio? E não foram 2 perguntas e sim 3.

  - Não houve nada Josef. - Eu disse derrotada. - Só fiquei com caraminholas na cabeça. Afinal se sou tão importante por que não tenho nada que me faça especial como um super dom como vocês da guarda, ao melhor, por que nasci como a Dhamphir mais sem coordenação do mundo?

  - Entendi. Você teve educação física hoje não é? - Erin disse mais aliviada e eu concordei, bem balancei a cabeça afinal tive mesmo educação física hoje embora não fosse isso que tivesse me deixado com coisas na cabeça. Afinal não conseguia tirar os olhares de Edward Cullen da cabeça.

  - Vou responder suas perguntas guria porque Aro uma vez me disse as respostas destas mesmas perguntas quando as fiz.

  - Você fez essas perguntas?

  - Sim ele fez. Mesmo contra o protocolo da guarda. Digamos que ele sempre foi um dos favoritos de Aro e como nós havíamos sido escolhidos seus guardiões seu pai achou que deveríamos saber sobre isso. Acredite querida, tentei fazê-lo não falar mais sabe como Josef é, quando quer ninguém o para.

  - Primeiro você é nossa princesa, filha de Aro e por isso muitos inimigos iriam querer matá-la. O segredo a deixa segura.

  - Saiba que eles ficam tristes de não terem você sempre com eles e quando você quis vir para Forks ao invés de Volterra eles ficaram muito tristes mais respeitaram sua decisão e seu ponto de vista. - Erin completou a explicação de Jô.

  - Segundo, você é especial. É uma mestiça de vampiro e humano. Algo que muitos achariam impossível e ainda tem um controle perto de humanos que me deixa completamente abobado. Terceiro, como você não tem um dom fora do comum? Mesmo mestiça você é mais poderosa que qualquer vampiro que já vi, incluindo seu pai.

  - Como assim?

  - Erin explica pra ela que vou checar a lasanha. - Esqueci de dizer que eles são os únicos vampiros do mundo que sabem cozinhar de uma forma comestível mesmo que eu não goste de comida humana?

  - Querida, sua mente é protegida de todos os dons mentas que existem e a maioria de nossos dons são mentais e isso a faz a mais poderosa entre vampiros, mestiços e humanos.

  - O que meu cérebro que não funciona direito tem haver com isso?

  - Se lembra de que lhe falei de um antigo membro da guarda chamado Eleazar?

  - O vampiro que descobria os dons dos outros vampiros né?

  - Correto. Ele já sentiu muitos dons mais nenhum escudo que ele já sentiu é tão poderoso a ponto de bloquear todos os dons mentas que os Volturi tem.

  - Ele sabe sobre mim? Onde ele está agora?

  - Acalme-se Bella. Estas parecendo uma criança que acaba de dar um aceso de pirraça e curiosamente descobriu algo para distrai-la.

  - Desculpe-me Erin não sei o que deu em mim.

  - Eu sei. - A olhei com uma cara de interrogação. - Você acabou de ter seu primeiro ataque existencial adolescente. Isso devia ter acontecido aos 13 mais creio que você não os tenha mais. Mais sim, ele sabe sobre você. Na verdade ele já a conheceu. Em uma das férias que passou em Volterra, ele e a companheira foram convidados para passar uma semana no castelo e lá eles se encantaram por você.

  - Mais por que eles foram convidados?

  - Aro queria ver a extensão de seus poderes quando você era pequena e o chamou para conhecê-la. Eles são 2 dos pouquíssimos vampiros que sabem que não moram em Volterra.

  - E ele disse o que sobre meus poderes?

  - Que se você pode bloquear tantos poderes como Dhamphir, é quase impossível prever as possibilidades para quando você for uma vampira completa e assumir o seu papel de princesa.

  - Princesa... Tinha esquecido que teria que ser coroada princesa e apresentada ao mundo vampiro como membro da família real.

 - Vá se acostumando. Por que achas que estudas tanto línguas estrangeiras, diplomacia e debates?

  - Isso está parecendo com a série de livros do Diário da Princesa da Meg Cabot.

  - Por que acha que influenciamos você a lê-la?

  - Pra aprender me divertindo?

  - Acertou menina-morango. - Ela disse rindo. Parecíamos mãe e filha nessas horas.

  - Então, onde está Eleazar agora? E quem mais que é de fora da guarda sabe sobre mim Erin?

  - Carlisle Cullen e sua mulher Esme com seus cinco “filhos” - ela fez aspas no filhos e arregalei os olhos para o sobrenome mais mantive a boca fechada. – que ajudaram a encontrá-la quando fugiu do hotel quando a levamos para conhecer Londres lembra? E Emily Morgan, Sidney Cox e Riden Shell que eram membros da guarda quando você nasceu.

  - E onde eles estão agora?

  - Emily, Riden e Sidney são nômades mais cada um prefere ficar em um continente. Sidney anda pela Oceania enquanto Emily prefere a América do Sul e Riden a Ásia.

  - Os Cullen? - Mantêm residência fixa em algum lugar. São vegetarianos. Carlisle é médico e os cinco filhos fazem o ensino médio repetidas vezes. Não sei onde estão agora.

  - Os 7 Cullen já me viram?

  - Não todos, só Carlisle e Esme a viram mesmo. Na verdade foram eles que a encontraram na frente do palácio de Backeham.

  - Eu queria ver a princesa Diana.

  - Charlie estará aqui em 15 minutos Bella, acho melhor se trocar e descer para jantar. – Josef chamou da cozinha. Olhei da janela de meu quarto e já estava escuro, nem tinha percebido que já era tão tarde. 

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Capítulo 3: A espera.

 No dia seguinte acordei decidida para enfrentar o Cullen mais ele não veio. E no outro dia também, e assim foi por uma semana comigo fazendo papel de medrosa vasculhando o refeitório quando a família dele entrava e na hora da aula de biologia. Erin e Josef cumpriram a promessa mais ligavam toda noite pra saber sobre o meu dia, mais além deles o “povo” de Volterra me ligou em 2 dos 7 dias além dos e-mails que me mandaram e Renné só me mandou e-mails. Juro que fiquei em choque quando vi que mamãe, papai, tio Marcus, tio Caius e tia Athenodora cada um tinha um e-mail pessoal, eles acordaram para a era digital para manter contato comigo... Também decidi averiguar a segurança da população quanto aos Cullen com Charlie e fiquei até assustada com a defesa dele aos vampiros. Pelo jeito o Dr. Cullen é um médico fantástico e com um autocontrole no mínimo perfeito. E todos eram muitos discretos, com muitas desculpas afinal, quem em são consciência desconfiaria de um grupo acampando quando faz sol numa cidade que só chove? É realmente uma grande desculpa e o fato de não haver desaparecimento nem mortes misteriosas não deixa dúvidas do controle que os sete tem sobre a sede. Até que estava ficando bem só que claro que eu não contava com neve para estragar o meu dia não é? Odeio a neve e o frio mais amo patinar. Isso tem alguma lógica? Em todas as coisas nas quais eu poderia ser coordenada tinha que ser com as coisas mais improváveis pra mim? Como patins de todos os tipos, tanto para rua, artística de ringue seco e de gelo. Principalmente de gelo, mais não contava que veria neve também. E é claro que no meu primeiro contato com a neve paguei mico e fui azarada. No refeitório eu só queria ficar longe o suficiente da “histórica” guerra de bolas de neve que Mike e os outros estavam planejando e pra completar o meu dia Edward Cullen voltou pra escola e durante o almoço não parava de me olhar segundo Jéssica e Ângela. E na hora de ir para a aula de biologia fiquei secretamente MUITO feliz por estar chovendo pois a água levava a neve me livrando de ser alvo de bolas de neve. Um pouco antes da aula começar fiquei desenhando quando escutei uma voz musical me cumprimentando e tamanha foi minha surpresa ao encontrar Edward falando comigo – tudo bem que a carteira dele estava a uma grande distância de mim mais ainda sim estava voltada na minha direção – e os cabelos cor de bronze despenteados cotejava embora na minha opinião ele poderia ter acabado de sair de um comercial de gel. Seu rosto estonteante era amigável,aberto,um leve sorriso nos seus lábios indefectíveis. Mas seus olhos eram cautelosos. - Meu nome é Edward Cullen - ele continuou. - Eu não tive a oportunidade de me apresentar na semana passada. Você deve ser Bella Swan. Minha mente estava girando de tão confusa. Eu inventei a coisa toda? Ele era perfeitamnete educado agora. Eu tinha que falar;ele estava esperando. Mas eu não consegui pensar em nada convencional pra dizer. - C-como você sabe o meu nome? - eu gaguejei. Ele sorriu um sorriso leve,encantador. - Oh, eu acho que todo mundo sabe o seu nome. A cidade inteira esteve esperando você chegar. Eu fiz uma careta. Eu sabia que havia sido algo assim. - Não - eu insistí estupidamente. - Eu quis dizer,porque você me chamou de Bella? Ele pareceu confuso. - Você prefere Isabella? - Não,eu gosto de Bella - eu disse. - Mas Charlie- quer dizer meu pai- deve me chamar de Isabella pelas costas- é assim que todos parecem me conhecer - eu tentei explicar,me sentindo como a mais burra entre as burras. - Oh - ele deixou sair. Eu olhei pro outro lado me sentindo estranha. Por sorte,o Sr. Banner começou a aula nessa hora. Eu tentei me concentrar na experiência que faríamos na hoje. Depois disso conversa vai, conversa vem e contei parte de minha história omitindo a parte de Volterra, os Volturri, qualquer vampiro e o fato de eu saber o que ele e a família são. No témino da aula de educação física quase atropelei um Toyota Corolla que pra sorte do dono pisei no freio a tempo se não o carro iria ser perda total e ao passar próxima ao Volvo dos Cullen juro que vi pela minha visão periférica Edward Cullen sorrindo para mim. Céus! Nem conheço esse vampiro e ele já me deixa derretida somente com um sorriso dele. Achei melhor sair logo de lá antes que pagasse um King Kong. Já no dia seguinde estava tudo coberto de neve quando olhei pela janela e gemi de pavor com isso. Mais não era tudo, a chuva do dia anterior havia se solidificado me dando a sensação de que o mais seguro para mim era ficar na cama OU então encontrar um lago congelado para patinar como acontece nos filmes, mais não sou suicida e fiquei muito tentada em voltar para a cama . Estranhamente eu estava empolgada para ir para a escola e com relutancia estava notando que essa empolgação nada tinha a ver com o ambiente de encino ou meu novo grupo de amigos. Na verdade ela ( a empolgação) tinha nome e sobrenome além de uma beleza estonteante e um sorriso de deixar qualquer uma (mortais, imortais e meio-termos) derretida chamado Edward Cullen. O que era uma grande estupidês depois da nossa conversa de ontem mais não tinha como negar que estava começando a ficar com uma quedinha por aquele vampiro de traços retos, cabelos cor de bronze e voz melodiosa embora soubesse que as nossas práias fossem completamente diferentes. Enquanto dirigia não tinha nenhum problema com a neve e achei estranho mais ao chegar na escola descobri o porque. Havia uma coisa prateada próxima aos pneus fazendo com que eu prestasse atenção nos pneus de neve que para minha surpresa não haviam sido trocados por Josef ou Erin e sim por Charlie. Fiquei emocionada que Meu pai humano cuidasse de mim mesmo que em silêncio, já que Charlie devia ter se levantado muito mais cedo do que normalmente para trocar os pneus. Mais enquanto pensava nisso ouvi ao longe um barulho muito alto de derrapagem e ao me virar vi uma van azul vindo na minha direção e naquela hora só pensei em três coisas: Eu morreria se fosse humana mais já que não sou ia me expor na certa. O motorista iria ser morto se saisse do acidente com vida. E que Edward Cullen estava lindo ao lado do Volvo prata dele dentro daquelas roupas meio sobrias de inverno olhando-me assusado pela van estar na minha direção. No segundo seguinte sinto um par de braços me segurando pela cintura e me protegendo do veículo ensandecido não uma mas duas vezes seguidas. Me perguntei o porque de ele se arriscar a se expor na frente de tantos humanos o que é e só cheguei à conclusão de que ele sabia quem eu era e me assustei com essa possibilidade. O por que disso? Não sei, e não adianta perguntar mais ACHO que pelo fato de eu querer que ele me queira como sou e não por quem ou raça. Céus! Estou mesmo gamada nesse vampiro que aliás, não foi obrigado a ir ao hospital na ambulância de maca como se estivesse morrendo. Tinha certeza absoluta que não tive nenhum de meus ossos quebrados (isso é impossível de ocorrer como nos humanos), só bati a cabeça de leve na calçada graças ao Cullen e esperava o médico vir me exminar. De repente entra na enfermaria a imagem de um irmão mais jovem de Zeus com jaleco de médico, digo isso porque a pessoa, ou melhor dizendo vampiro, que entrou era belíssimo mais mesmo assim não se compara com o Edward. - Olá senhorita Swan, sou o doutor Carlisle Cullen. Como se sente? – Ele disse me examinando. - Estou bem, só tive uma leve batida na cabeça graças ao seu filho Edward. Se não fosse ele não estaria na enfermaria e sim no necrotério doutor. – Eu disse tentando parecer humana enquanto ele ficava mudo por algum motivo que eu não sabia. – Alguma coisa errada comigo doutor? – Porque isso é impossível. Pensei. - N-nada de errado. – Ele gaguejou. PERAÍ! Vampiros não gaguejam. O que aconteceu? Foi quando me dei conta de que a minha correntinha de São Marcos estava à mostra e ele olhava diretamente para ela. Acho que não preciso esconder dele quem sou. Bem, Erin disse que Carlisle e Esme Cullen me conheciam então acho que não preciso esconder dele. - Doutor Cullen, quando um vampiro mente mal é sinal que alguma coisa está muito errada. O pessoal de Volterra não tem nada contra a sua família, ao contrário eles devem ao seu filho a minha não exposição e ao senhor e sua esposa pela vez que me encontraram na Inglaterra. Então por favor me diga: Há alguma coisa errada? – Pedi com um pouco de autoridade. - Eu devia ter desconfiado do seu nome e do cheiro de vampiros estranhos nas redondezas. Perdão não tê-la reconhecido antes alteza, principalmente o seu aroma peculiar assim que entrei na enfermaria. – Ele disse abaixando um pouco a cabeça como se quisesse se curvar por completo para demonstrar respeito. – Permite que eu a examine? - Por favor doutor. – Eu lhe dei a permissão e ele começou a me examinar. - Não me venha com formalidades, por favor me chame de Bella e não de alteza. Não estamos em Volterra da mesma forma que gostaria de que ninguém de lá soubesse o que houve. Afinal não deixariam o pobre do Tyler vivo. - Entendo Al- Bella. -----------------------------------------------------------------------------------------------------